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Beatriz |
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A pequena Ana Beatriz Paiva dos Santos nasceu em lar evangélico. Aos oito, aceitou a Jesus e deu início ao seu ministério. Com uma voz diferenciada, ela já louvava ao Senhor desde bem nova e, junto aos pais, o pastor João Cosme e a missionária Alzenir Paiva dos Santos, levava a Palavra de Deus com vigor e entusiasmo. Mas, aos 15 anos, Beatriz se afastou dos caminhos do Senhor e se desviou do plano da salvação. Os problemas começaram na escola, quando via as meninas de sua idade vestindo-se de forma diferente e tendo comportamentos que ela gostaria de imitar. “Minha denominação era rígida no vestir. Com aquela idade, no colégio, era ruim ser diferente. As minhas colegas me chamavam de velha, de anormal”, relembra. Os primeiros passos fora do caminho começaram quando ela resolveu matar aula com as amigas. Com o passar do tempo, as fugas do colégio começaram a ficar mais freqüentes, até que, dizendo ao pai que iria a uma vigília, Beatriz foi a uma boate. “Meu pai descobriu a mentira e me deu uma surra daquelas”, conta. A atitude só aumentou a revolta da jovem, que decidiu sair de casa. Vagando pelas ruas, Beatriz encontrou acolhida numa mulher que nunca vira antes. Para sobreviver, começou a cantar em bares e restaurantes. Para piorar, começou a freqüentar encontros de ‘pegas’. Nas corridas, embriagada, passeava nua em uma moto, ou dentro de carros, para ‘delírio’ da platéia. Era o que ela queria: aceitação, aplausos, fama. Mas isso começou a ser pouco. O vazio das noites a fez conhecer uma ‘parceira’: a cocaína. Viciada, Beatriz chegou a subir em favelas para comprar a droga, não só para ela, mas para os amigos que a acompanhavam nesse caminho quase sem volta. O que a impedia de cair definitivamente no abismo eram as contínuas orações que os pais faziam pela filha. “Mesmo me vendo naquela vida errada, meus pais nunca desistiram de mim. Aparentemente, eu era um caso perdido para muitas pessoas, mas não para eles, que criam – e crêem – no Deus do impossível!”, afirma. Até voltar para Jesus, Beatriz tentou o suicídio três vezes. O consumo constante de cocaína quase a levou a uma overdose. Aos 22 anos, ela não via futuro pela frente, até que, numa dessas noites, caída na rua, encontrou uma pessoa que a evangelizou. Essa pessoa a colocou num táxi e decidiu levá-la de volta para casa. Eram quatro horas da manhã, quando a campainha da casa de ‘seu’ João e dona Alzenir tocou. Ao ver filha, sumida de casa há cinco anos, os pais a abraçaram e entenderam que o Senhor havia trazido a menina de volta. Ela voltou à mesma igreja que havia abandonado e se reconciliou com o Senhor Jesus. |
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