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Eyshila |
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Eyshila começou a cantar bem pequenininha, nos cultos domésticos que seus pais realizavam. Depois ingressou em corais infantis e passou a se apresentar em igrejas. Aos nove anos já estudava piano, mas teve de abandonar. "Não tinha condições de comprar um piano para treinar em casa, então resolvi estudar violão", conta. Na sua inicialização musical, Eyshila teve duas pessoas de grande influência: o irmão Rael e a irmã Berta. Os dois eram regente do coral formado por mais de 100 crianças, do qual a cantora participou como solista e organista. A cada passo Deus só fazia confirmar sua vontade para a vida de Eyshila. Tanto que aos 15 anos, ainda adolescente, foi convidada a fazer parte do grupo Altos Louvores, onde ficou por sete anos. "Fiz parte de quase todas as gerações do Altos Louvores, onde tive o privilégio de cantar com Sérgio Lopes, Diógenes Marques, Léa Mendonça, Marquinhos Gomes, Jeferson Monteiro e muito outros. Fico feliz por ter feito parte da história do grupo e por tê-lo como parte da minha vida", conta. Daí para a carreira solo foi um pulinho... "Eu nuca tive pretensão alguma de gravar. Para ser sincera sempre fui muito tímida e tremia só de pensar em cantar para muita gente. Essa barreira já venci durante os anos que passei nos Altos Louvores. Sei que quando estamos no centro da vontade de Deus as coisas fluem", explica. A cantora Eyshila - que é soprano e tem uma ótima extensão vocal - segue uma tendência pop/romântica, apesar de ser membra de uma igreja pentecostal (Assembléia de Deus da Penha/RJ). Tanto que a primeira canção sua a se destacar foi "Tira-me do vale", que tem veia romântica e letra reflexiva. Mas o que move a jovem Eyshila não é a variedade de ritmos que ela poderia (e pode) perfeitamente entoar, mas sim a direção de Deus e seu imenso desejo de louvá-lo. "Posso dizer que isso me traz uma realização plena. Sempre dei preferência à canções de adoração, mas sou eclética, partindo para estilos mais dançantes como soul e charme, além de baladas lindíssimas, é claro", explica. "Tenho plena convicção de que tudo o que tem acontecido em minha vida é fruto dos planos pré-existentes no coração de Deus", revela a cantora que vê o evangelismo como principal função de sua carreira. "Só espero que a minha jornada coloque nas pessoas que me cercam uma vontade inexplicável de ter Jesus. Espero, também, fazê-los enxergarem o caminho até Ele". O meu ministério, a minha carreira, a música em minha vida não terão sentido algum se eu não colher os frutos para glória do Senhor, se eu não puder enxergar o efeito que o louvor a Deus surte nas vidas", resume. Dentre tantas cantoras evangélicas, certamente Eyshila não será lembrada apenas como mais uma. Tanto suas características pessoais - principalmente sua simpatia e meiguice - como o trabalho que desenvolve já alcançaram âmbito tal, que nos faz ter certeza de sua vocação e chamado. Essa serva de Deus, casada e mãe dos simpáticos Matheus e Lucas, que colocou sua juventude à serviço do criador, já ganhou lugar também em nossos corações. Seja cantando, compondo, ou escrevendo arranjos, podemos identificar a direção do Senhor. E é essa certeza que nos alivia e nos faz acreditar no potencial da música gospel. Pois é confortante sabermos que, felizmente, existem pessoas comprometidas seriamente com o trabalho de Deus. |
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